Em alguns
momentos sentimos uma vontade de reagir à doença. É um daqueles dias em que
você diz “hoje será diferente”. Porém, as coisas vão acontecendo ao longo do
dia e te aborrecem, te tiram o ânimo, a vontade de fazer e agir vai ficando
para traz e logo você vê que as pessoas que te cercam vão fazendo suas coisas, o
que é normal, mas que é inevitável uma sensação de abandono e de vazio. Um
vazio que chega a doer e junto aquele choro preso na garganta que a gente nem
consegue liberar e nem “engolir”. A vida se mostra às vezes tão cruel e
injusta. O fato de você esboçar um sorriso já faz as pessoas acharem que você
já está curada, mas ninguém sabe o custo desse sorriso, e algumas vezes as
pessoas vão negligenciando seus entes com essa doença cruel. Por outro lado,
nós sabemos que ainda não estamos bem, mas não queremos mais incomodar, mais
aborrecer e vamos cada vez mais nos afundando nesse círculo vicioso que parece
não ter fim e nesse momento que parece que uma nuvem negra paira sob nossas
cabeças. Não há muito ânimo, as forças parecem que se eximem e não é fácil,
não. Assim os dias vão passando, a gente vai ficando com a sensação que está
sempre um pé atrás dos outros, que mais um dia se foi e ele não foi vivido de
verdade. Essas sensações nos dão mais desânimo, mais depressão e mais ansiedade
e a gente se sente cada vez mais doente, sem esperança de que tudo isso passe
logo e tenhamos mais momentos de felicidade e a esperança de que dias melhores
virão. Fica essa esperança para os dias vindouros.
Por; Nina
Por; Nina

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