sábado, 31 de março de 2018

Mais amor...por favor!


         Essa semana estive um pouco ausente em uma crise depressiva bem significativa. Nesses momentos, ao mesmo tempo que você sofre e chora, você também consegue pensar sobre muitas coisas. Uma das coisas que pensei foi sobre a questão de vermos quem realmente está ao nosso lado, quem aparece nas horas que realmente precisamos, uma simples palavra amiga faz toda diferença.
Porém, com isso também conseguimos observar como o ser humano está cada vez mais individualista, egoísta. E há quem se orgulhe disso. Em um mundo tão sem amor, compaixão, solidariedade me pego a observar alguns fatores tipo: não tenho uma depressão tão severa como já ouvi e vi casos e sinto essa nova forma de tratar que essa sociedade doente. Aí penso nos doentes mentais de extrema gravidade, idosos quando dependem de pessoas sem paciência e amor. O que podemos esperar desse mundo em que os que mais precisam são tratados assim e o ser humano que não consegue ver um acidente sem bater uma foto ou filmar, em que o amor ao próximo está cada vez mais próximo... dele mesmo.
Por essas pequenas coisas, que nem são tão pequenas assim, que a morte esta banalizada, que não se respeita os mais velhos, não se cuida de um parente doente. Será que não percebemos que isso tudo só faz com que a nossa humanidade fique cada vez mais longe de nós? E como consequência temos mais pessoas doentes, deprimidas, ansiosas, com TOC, síndrome do pânico, entre outras doenças. Onde vamos parar com essa sociedade tão adoecida e cada dia ficando pior principalmente por essas atitudes egoístas e mesquinhas? Onde só podemos contar com poucas pessoas, as que de verdade se importam, que não são hipócritas, e que inventam mil desculpas para não estar com você e não percebem que só eles na verdade acreditam.  O que podemos fazer é ser diferentes, pelo nosso próprio bem. Não criarmos expectativas nas outras pessoas, porém fazer diferente, ser diferentes. Já sofremos com doenças tão massacrantes, tão dolorosas para nos deixar abalar pelo descaso de pessoas próximas. Temos que nos fortalecer e demonstrar que podemos ser pessoas boas e melhores independente disso.
Por: Nina 

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