quinta-feira, 5 de abril de 2018

Que tal sermos mais solidários e tolerantes?


 Esse último mês tem sido extremamente difícil para mim, por vários motivos. Faz 4 anos que perdi meu pai e por querer ser forte por tanto tempo, estou tendo que lidar e processar esse luto só agora. Junto a Semana Santa, uma época que para quem é cristão é muito significativa, as famílias se reúnem fazem aquele almoço da sexta-feira santa e Páscoa no domingo. Entretanto, no meu caso, essa data me faz ter que lhe dar com mais uma perda, desta vez minha mãe, que faleceu logo em seguida ao meu pai, 5 meses precisamente. Duas perdas significativas com um curto espaço de tempo de um para o outro. Depois dessas duas perdas fui me vendo num emaranhado de conflitos, tristezas, falta de união da família que nessa fase era para estar mais unida, se viu em uma teia de mentiras, fofocas, falta de palavras, quando a gente se dá conta de que errou, até pediu desculpas, mas que os outros continuam nas mesmas picuinhas, desunião. Parece que o sacode que a vida nos deu levando nossos pais ao mesmo tempo não serviu de nada, a família precisa apenas de respeito, solidariedade. As pessoas se comportam como se nunca mais fossemos precisar uns dos outros, não é melhor nos perdoar, se perdoar? Podem psicólogos dizerem o contrário, mas família deve se ajudar sim! Deve se respeitar. Lógico ninguém pode ser tóxico, esponjinha de problemas de ninguém e nem ser cruz na vida do outro, mas creio que com bom senso pode-se ajudar sim, ouvir sim, se envolver sim. Pois, se não podemos contar com nossas famílias, com quem vamos poder contar? Agora sabe-se que existem famílias tão adoecidas que o convívio é difícil, mas se for possível tratar essas dores, mágoas e rancores e novamente poder ser uma família é muito válido.
Agora, nisso tudo, batemos num problema social que é a falta de psicólogos e psiquiatras nas redes públicas e os planos de saúde dão tempos curtíssimos aos seus clientes nos horários com os psicólogos e as consultas particulares são caras pra maioria da população, infelizmente, pois deveríamos ter acompanhamento psicológico desde a idade infantil, na escola pública principalmente ai não teríamos, talvez, hoje tantos desajustados nessa sociedade que nos impressiona cada dia mais, com episódios de violência de modo geral. É uma pena toda essa problemática familiar refletir diretamente na sociedade e nos deixar reféns de loucos, desajustados, ignorantes. Vamos torcer para que tudo melhore em todos os aspectos e o familiar principalmente. 

A matéria saiu um pouco atrasada por falta de tempo de revisar e postar.
Por: Nina

Um comentário:

  1. Refletir a respeito demonstra interesse em mudar a si mesma. Esse é o principal movimento para qualquer mudança nas relações interpessoais. Siga em frente.

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