sexta-feira, 4 de maio de 2018

Vamos nos livrar dos preconceitos?


De uns tempos para cá passei a tentar usar meus problemas para ajudar outras pessoas ao invés de ficar apenas sofrendo com minhas crises. Então passei a ajudar no que eu pudesse pessoas que eu achasseque estavam precisando e que me pedissem auxílio. Me surpreendi de observar tantas pessoas sofrendo com sintomas que já passei um dia, alguns que ainda passo até hoje, mas com menos frequência e menor intensidade. Pessoas resistentes aos tratamentos, com preconceito, com negação a sua doença, e até alguns casos religiosos de não fazer uso da medicação na espera de ajuda divina. No meu ponto de vista, Deus já entra com a inteligência que permite as buscas dos medicamentos para tratar os sintomas, médicos para nos tratarem, condições para recebermos e buscarmos esses tratamentos, pois acho que devemos ver a mão de Deus no que achamos que possa ser insignificante. Não estou aqui discutindo religião, pois no meu ponto de vista somos livres para escolher a que mais nos identificamos e merecemos respeito por isso. Mas quando se trata de saúde não é concebível ninguém ser privado da sua melhora por questões religiosas. E isso falo para qualquer tipo de doença, ou então transfusões de sangue, transplante de órgãos e outras que as religiões não permitem a busca da cura.
 Nós que sofremos de doenças como depressão, ansiedade, síndrome do pânico e outras doenças mentais sabemos o quanto essas doenças são difíceis e podem limitar nossa vida, nos paralisar, atormentar. É como li em uma frase um dia: “essas doenças doem a alma e a dor na alma é o último estágio da dor”. Houve uma boa receptividade de algumas pessoas, que tiraram dúvidas, pediram ajuda. A gente tem que se ajudar mesmo! Se despir de qualquer preconceito para buscar nossas melhoras e até cura. Essas doenças que citei já estão sendo consideradas pela organização nacional de saúde como as doenças do século. Então quanto mais rápido buscarmos o tratamento, logo sairemos dessa estatística. Sou uma pessoa que já me trato há algum tempo, não tive à princípio ajuda da família, apoio, ninguém foi comigo atrás, pelo contrário, ainda ouvi críticas porque estava tomando remédios controlados. Eu bati o pé e segui meu tratamento e com o tempo meus pais foram vendo a evolução do meu tratamento, começando a notar que realmente eu tinha um problema. Outros membros da família tiveram que passar pelos mesmos problemas para acreditarem, para se livrarem dos seus preconceitos. Enfim, a realidade é essa. Se você não passa por isso, deve ter alguém na família que passe, algum conhecido, ou com certeza ainda vai conhecer, pois essa doença faz parte do cotidiano de muita gente. Minha dica é: abra-se ao seu tratamento, esteja aberto às possibilidades de tratamento. Se não gostar do seu psiquiatra e psicóloga, troque-os, pois deve haver um bom entendimento entre vocês, isso é fundamental para o sucesso. Aqui são algumas pequenas dicas de alguém que passa por esse problema, tem familiares que passam por isso e certamente tem alguma experiência para ao menos tentar direcionar na busca de um tratamento adequado.

Por: Nina

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