De uns tempos para cá passei a
tentar usar meus problemas para ajudar outras pessoas ao invés de ficar apenas
sofrendo com minhas crises. Então passei a ajudar no que eu pudesse pessoas que
eu achasseque estavam
precisando e que me pedissem auxílio. Me surpreendi de observar tantas pessoas
sofrendo com sintomas que já passei um dia, alguns que ainda passo até hoje, mas
com menos frequência e menor intensidade. Pessoas resistentes aos tratamentos,
com preconceito, com negação a sua doença, e até alguns casos religiosos de não
fazer uso da medicação na espera de ajuda divina. No meu ponto de vista, Deus
já entra com a inteligência que permite as buscas dos medicamentos para tratar
os sintomas, médicos para nos tratarem, condições para recebermos e buscarmos
esses tratamentos, pois acho que devemos ver a mão de Deus no que achamos que
possa ser insignificante. Não estou aqui discutindo religião, pois no meu ponto
de vista somos livres para escolher a que mais nos identificamos e merecemos
respeito por isso. Mas quando se trata de saúde não é concebível ninguém ser
privado da sua melhora por questões religiosas. E isso falo para qualquer tipo
de doença, ou então transfusões de sangue, transplante de órgãos e outras que
as religiões não permitem a busca da cura.
Nós que sofremos de doenças como
depressão, ansiedade, síndrome do pânico e outras doenças mentais sabemos o quanto
essas doenças são difíceis e podem limitar nossa vida, nos paralisar, atormentar.
É como li em uma frase um dia: “essas doenças doem a alma e a dor na alma é o último
estágio da dor”. Houve uma boa receptividade de algumas pessoas, que tiraram dúvidas,
pediram ajuda. A gente tem que se ajudar mesmo! Se despir de qualquer
preconceito para buscar nossas melhoras e até cura. Essas doenças que citei já
estão sendo consideradas pela organização nacional de saúde como as doenças do século.
Então quanto mais rápido buscarmos o tratamento, logo sairemos dessa estatística.
Sou uma pessoa que já me trato há algum tempo, não tive à princípio ajuda da família,
apoio, ninguém foi comigo atrás, pelo contrário, ainda ouvi críticas porque
estava tomando remédios controlados. Eu bati o pé e segui meu tratamento e com
o tempo meus pais foram vendo a evolução do meu tratamento, começando a notar
que realmente eu tinha um problema. Outros membros da família tiveram que
passar pelos mesmos problemas para acreditarem, para se livrarem dos seus preconceitos.
Enfim, a realidade é essa. Se você não passa por isso, deve ter alguém na família
que passe, algum conhecido, ou com certeza ainda vai conhecer, pois essa doença
faz parte do cotidiano de muita gente. Minha dica é: abra-se ao seu tratamento,
esteja aberto às possibilidades de tratamento. Se não gostar do seu psiquiatra
e psicóloga, troque-os, pois deve haver um bom entendimento entre vocês, isso é
fundamental para o sucesso. Aqui são algumas pequenas dicas de alguém que passa
por esse problema, tem familiares que passam por isso e certamente tem alguma experiência
para ao menos tentar direcionar na busca de um tratamento adequado.Por: Nina

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