Essa palavra/atitude pode ser um diferencial entre a vida e um possível suicídio, entre uma doença duradoura e uma mais breve recuperação.
Nos doentes emocionais* sabemos que o problema está todo em nossa cabeça, logo, depende muito mais de nós, mas também é inegável que com apoio de parentes e amigos tudo fica mais fácil. É aí que entra a empatia, e muitas pessoas não tem e nem sabem às vezes o que é, além de julgar, criticam quem está passando por problemas emocionais sempre com os mesmos comentários: "isso é falta do que fazer", "é preguiça", "é falta de Deus".
A verdade é que nós doentes emocionais estamos de saco cheio desses comentários e desse tipo de comportamento de pessoas que fariam melhor, caso não possam ajudar com palavras motivadoras, ou atitudes edificantes, não se pronunciem. Ser empático requer muita generosidade, solidariedade e, principalmente no mundo de hoje de tantas pessoas más, mesquinhas e egoístas, isso termina requerendo sacrifícios e disposição de verdade e nem todas as pessoas querem se dispor a isso. Quando você precisa de ajuda vem aquelas desculpas do tipo: "tô sem tempo", "tô com preguiça", mesmo com o dia tendo 24 horas e você às vezes precisar de apenas 15 minutinhos de alguém.
Há quem diga que não consegue dar atenção a um doente emocional. Eu afirmo: não é impossível! Você apenas tem que entender que não é prioridade de quem está precisando de você. Entender que você pode achar que essa pessoa está com frescura, que é uma mimada ou que só quer atenção. Para este pensamento agora vou expor uma opinião muito pessoal: o mundo dá voltas e um dia você pode estar nessa mesma situação, precisando da ajuda desta pessoa a qual você faltou quando ela precisava. E digo mais: quando a gente não sabe se colocar no lugar do outro, a vida vai lá e nos coloca na mesma situação para que possamos aprender/crescer com as experiências.
O que posso acrescentar mais é que ser um doente emocional nos faz ao fundo do poço, dói muito, mas também nos faz crescer muito, aprender a ter mais sensibilidade, empatia, ver a vida por um outro prisma. No mais, o amor, carinho e atenção podem salvar vidas, salvar relações, sejam familiares, entre amigos etc. Não se negue a ajudar quem precisa, seja um doente emocional ou não. Com qualquer pessoa a generosidade pode ser contagiante e gratificante, até para nós que nos doamos e ajudamos. Isso não tem preço, pode acreditar.
* Doentes emocionais: TOC (Transtorno obsessivo compulsivo), depressão, ansiedade, TAG (Transtorno de ansiedade generalizada), Fobia social, Bulimia, Anorexia, Compulsão alimentar etc...
Por: Nina
* Doentes emocionais: TOC (Transtorno obsessivo compulsivo), depressão, ansiedade, TAG (Transtorno de ansiedade generalizada), Fobia social, Bulimia, Anorexia, Compulsão alimentar etc...
Por: Nina

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