Falar sobre
problemas de saúde, sejam da alma ou do corpo, sempre é um pouco difícil. Os do
corpo, pois não é o caso de uma simples gripe ou dor de cabeça. Estou falando
de doenças que nos aprisionam, nos mutilam e, normalmente, é por isso que
adoecemos a alma, que muitas vezes faz doer mais que as dores do corpo. O que mais
dói, além da doença em si, é que as pessoas estão cada vez mais voltadas para
seus próprios problemas, e hoje se apropriam da máxima “cada um com seus
problemas”. Aí eu me pergunto, onde fica a solidariedade? A humanidade? Ninguém
deve deixar seus problemas de lado, mas isso não significa que você não possa
olhar para seu próximo e lhe estender a mão. A vida de alguém com depressão
muitas vezes anda devagar e não significa que ela não queira sair desse ponto.
Às vezes é a vida, as circunstâncias que fazem com que ela não se movimente. Se
um dia você precisou de ajuda seja de que forma for, você pode procurar pensar
no outro e lhe estender a mão também. Ainda mais se essa pessoa que agora está
ali precisando de um empurrão, de uma palavra amiga, foi quem lhe estendeu a
mão um dia.
O mundo parece
cada dia mais cruel, as pessoas mais egoístas e vemos como aquele outro ditado,
desta vez adaptado, “crie porcos, mas não crie expectativas, pois se tudo der
errado você terá pelo menos bacon”. E a pior coisa de tudo é nos sentirmos
protegidas por pessoas da família e quando você olha para os lados elas não
estão ali e isso parece que nos dói muito mais, nos adoece ainda mais. E isso
não é sinônimo de ser fraco, e sim de que até aquele momento você foi forte
demais. O mais interessante é que nós não nos damos conta de que ninguém,
absolutamente ninguém, é autossuficiente sempre e vamos precisar uns dos outros
em qualquer momento da vida. E o mais importante, não dê as costas a quem lhe
peça ajuda, lhe dê socorro, pois a vida é uma verdadeira dança das cadeiras e
você não sabe se vai conseguir sentar-se ou cair no chão.
Por: Nina
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