Você pode acordar bem,
aparentemente estar tudo bem, mas uma notícia que poderia ser simples para a
maioria das pessoas te leva ao chão. E não é um jeito figurado de falar, é
físico mesmo. Te falta o ar, as pernas ficam bambas, você tem a sensação de estar
desfalecendo. Simplesmente horrível! E junto com isso a culpa por sentir-se
assim, por se achar fraca, por achar injusto tanto sofrimento, a dor da
depressão e ansiedade principalmente quando caminham juntas chega a ser
insuportáveis. Nessas horas que a gente se pergunta onde está a vontade de
viver? Cadê a vontade de sair para tentar se divertir, distrair? Não existe! Pois
somos consumidos por essa insegurança, falta de fé, de esperança. Um dia estava
pensando sobre a maioria dos meus textos serem tão deprimentes, negativos, mas
não posso falar de alegria se não a sinto, não posso falar de felicidade se não
a sinto. Tenho que expurgar essa dor, essa angústia mesmo que seja escrevendo,
ou então ela vai me consumindo, me corroendo por dentro fazendo com que eu só
sinta o pior de mim aflorar. Eu já me fiz alguns questionamentos como se eu fiz
algo muito ruim pra não merecer ter paz, tranquilidade? Será que não já sofri
demais? Será que vou encontrar essa paz que sei que está dentro de mim, mas que
não se manifesta e deixa com que problemas corriqueiros me derrubem. Espero de
verdade conseguir escrever coisas mais positivas, sorrir mais, me aborrecer com
menos frequência. Sei que tenho potencial para isso. Mas acho que depois da
perda das pessoas mais significantes da minha vida, meu porto seguro, eu meio
que fiquei como um barco em alto mar sem rumo, sem direção, sem ninguém a
navega-lo. Me sinto na verdade um navio fantasma.
Por: Nina
Por: Nina

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