Quando se nasce em uma família toda adoecida, onde ao invés de procurar suas melhoras cada um fique procurando disputar quem tem mais problemas e paranoias, o pior de tudo é quando você para para ouvir o problema de alguns e na hora de lhe ouvirem simplesmente parece que não se importam ou que não interessa. Às vezes não consigo distinguir se isso é uma simples atitude egoísta (que nem é tão simples assim) ou é um caso mesmo de tratamento. O dialogo se dá entre duas pessoas, caso contrário, seria um monólogo. Mas a sociedade de modo geral tem tido tanta dificuldade em ver o outro e quando se trata de família ainda é mais grave. Às vezes a gente está aqui só com aquela mãozinha pra fora, já quase se afogando, e ainda vem aquela criatura e acha de falar de seus próprios problemas sem se dar conta de que você está quase se afundando. Isso me faz pensar naquela questão de que a sociedade está mais preocupada em filmar um acidente do que ajudar o acidentado. quando começarmos a olhar mais o nosso próximo sem querer tirar vantagem, sem julgar, olhando de ser humano para ser humano. ajudando mais um ao outro, ouvindo, começando dentro da própria família que é a base, já seria uma demonstração de melhoria para essa sociedade tão doente. precisamos enxergar o outro, olhar nosso próximo. Isso pode doer um pouco pois teremos que descentralizar mais do próprio umbigo e enxergar ao redor e isso pode doer e muito! Mas a saída pode ser essa. É difícil mas não impossível, pois o impossível é só uma questão de ponto de vista e o mundo poderá um dia ser um lugar melhor mais bem frequentado, mais justo, menos pessoas problemáticas, etc.
Por: Nina
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