domingo, 15 de abril de 2018

A dor de uma perda é irreparável


 A dor de uma perda é irreparável. Fazem quatro anos que meu pai morreu, e em agosto vão fazer quatro anos da morte de minha mãe. Para muitos isso já é tempo suficiente para processar esse luto, mas para outros não. Ainda mais quando vocês se tornam parceiros na vida, nos problemas e das dificuldades, são muitas memorias, muitas saudades, muitos desabafos, que essa saudade chega a doer na alma. E quando já passamos por um problema psiquiátrico isso toma uma proporção que às vezes parece que vai ser insanável. Isto se juntam com outros problemas, como de solidão e ser mal interpretada pelas pessoas, fazendo com que elas não tenham cuidado com você, te magoem por não saberem se colocar no seu lugar. Uma vez li uma frase que dizia: “só sabe a dor de uma depressão quem sente o peito rasgar”. É difícil você sentir que precisa de apoio e os mais próximos de você se comportam como se quando você vivesse reclamando de dores na coluna fosse normal. Não é normal, mas no meu caso isso é inevitável e tenho que conviver, o que já seria um motivo para se deprimir, e quando você está deprimida não é incomum acharem normal sem mesurar o tamanho da sua dor, do seu desespero e vontade de sumir. Às vezes a vontade de sumir é tão grande que assusta, nos dá medo do que possamos ter coragem de fazer, algo irreversível, pois aí será tarde demais para mim, para meus familiares que dirão “Por que não fiz isso? ” “Por que não fiz aquilo? ”. Sei disso porque tive uma experiência muito próxima a mim com relação a esse assunto e sei exatamente como é estar do lado de quem fica. Aí vocês podem se perguntar “Por que se já sabe como será pensa em fazer? ” E eu respondo: Porque dói demais. E as pessoas ao nosso redor não sabem como ajudar, por vários motivos, seja por falta de paciência, amor, experiência, de comprometimento com quem no momento pode estar precisando de ajuda ou sem vontade de ajudar mesmo, sem querer se envolver. Às vezes precisamos de alguém que nos ajude a sairmos do poço. A gente consegue pular e não alcança as bordas. Só necessitamos de um puxão, e isso não é fraqueza, e sim ter sido forte por tempo demais. A vida pode ser muito dura em momentos que não estamos tão fortes e então pedimos socorro, com a correria desse mundo ninguém nos vê, e vamos afundando mais. Isso não é vitimização, é medo, desespero de não conseguir reagir.

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