quinta-feira, 26 de abril de 2018

As dores da alma.


Essas doenças psicológicas e mentais, fora as consequências físicas que se acumulam no nosso organismo e corpo pelas ditas doenças do corpo e da alma, podem nos virar do avesso de um dia para o outro. Ontem a gente poderia até estar um pouco melhor, mas de repente hoje as coisas começam a demonstrar que o dia não está sendo bom, e em um determinado momento desse dia você está tão sem força, tão triste, tão sem esperança que você volta três casas das duas que tinha progredido anteriormente se perguntando se a vida é essa corda bamba mesmo em que nenhum momento nos sentimos seguros para atravessar. Isso é justo? Ou sou especialmente fraca de modo que qualquer problema alheio pode me atingir como uma bomba em campo minado? Não sei quem inventou esse sobe e desce da vida, mas eu não quero mais brincar! Cansei, tá chato! Eu quero apenas sentir, nem que seja por um curto espaço de tempo, a plenitude de me sentir em paz, pois fazem mais de cinco anos que eu não sei o que é isso. É bomba em cima de bomba, problema em cima de problema, cansa muito.
Estou em um momento que até minha identidade estou perdendo pois não me reconheço nessa pessoa ansiosa, depressiva constantemente. Sim, já convivo há algum tempo com essas doenças desde que fui diagnosticada, porém os períodos eram bem espaçados de uma crise para outra e hoje não sei mais quando estou em crise, quando vou mudar de humor, de força, de coragem, pois é rápido demais. Quero sorrir mais, viver mais, e não viver a vida como se ela simplesmente estivesse me levando a um final qualquer, sem ter construído nada, me perdendo em uma doença que tem tirado minha vontade de trabalhar, de exercer minha profissão, de viver, de me socializar e etc. Minha vida está indo embora por entre meus dedos e não consigo fazer nada, não tenho forças! Há ainda quem diga que se vive como dá e como pode... se isso é viver e ter que aceitar isso como algo normal, tem algo muito errado comigo ou com o resto do mundo. Quero sair, ver pessoas, me cuidar, fazer as coisas que sempre gostei e nunca me foram sacrifício algum fazem. Só sei que a única certeza que tenho é que se mudanças não acontecerem logo não sei o que será de mim. E não é por falta de coragem de reagir, mas porque fui forte por tanto tempo que não consigo mais me recolocar de pé. Não quero mais sentir esse vazio, essa angústia de não saber de fato o que quero, o que preciso. Queria dormir e acordar diferente, sem essas sensações dolorosas e incômodas e me sentindo em paz. Sem que os problemas que são normais para todos me abalem tanto, sem essa sensação de ser um estranho no ninho, que minhas sensações são diferentes, que não sou alguém normal.

Por: Nina



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