“Ah, mas será que vai dar certo? Acho que não dou conta
disso, tem gente muito melhor que eu! Se eu for vai ser uma grande catástrofe!”
“Não consigo falar pra tanta gente, eu vou bagunçar tudo e
estragar a apresentação toda, melhor eu ficar no meu canto e só ajudar na parte
escrita e na pesquisa.”
“Aquela garota é maravilhosa, mas nunca vai acontecer nada.
Com esse meu nariz horroroso ela vai rir da minha cara se eu puxar conversa. Se
eu tentar, vou misturar as palavras e não vai sair nada. Melhor ficar na minha
mesmo.”
Você se identifica com as situações acima em algum nível?
A verdade é que se você é humano, você vai sentir
insegurança sim. Mas, qual o impacto dela na sua vida? Pessoas muito inseguras
passam por um sofrimento intenso. O medo de errar e a falta de confiança em si
podem tomar proporções tão intensas e chegarem a um ponto patológico.
Tudo começa com uma pequena sementinha de dúvida sobre si,
sobre boas possibilidades, sobre a simples fluidez de algo. É apenas um ‘Será?’
que dá um friozinho na barriga. Esse fantasminha cresce em poucos minutos e
fica grande, cheio de ideias catastróficas. O mundo começa a parecer
terrivelmente perigoso, quase fatal.
Ao longo do tempo sua vida vai ficando mais travada, as
oportunidades vão sendo deixadas de lado, a existência fica menor. Quando você
percebe, aquela sementinha já deu grandes frutos amargos de ansiedade intensa.
Nesse ponto a vontade é só de ficar naquele lugarzinho que já parece
confortável, que não te ameaça. E o que acontece é que ele até te deixa
protegido, mas você também fica frustrado e com a impressão de que a vida
poderia ser mais rica. É isso que acontece aí dentro?
Parece que a insegurança até te ‘ajuda’ a encontrar
desculpas para continuar no quentinho daquilo que não te desafia. Você se priva
de viver experiências que fazem muito sentido pra você, que são preciosas. É
possível que a insegurança te afaste dos seus maiores sonhos.
Além das suas experiências suas ideias também ficam
estagnadas?
Você é daqueles que acredita muito mais no que vem de fora –
ideias, opiniões dos outros, pressões sociais, modinhas – mas tem pouquíssima
confiança no que vem de você? Você treme de pensar no que tem pra mostrar pro
mundo (se é que reconhece que tem algo legal aí!)?.
“Ai, as ideias deles são ótimas, mas as minhas são muito sem
graça, nunca faço nada interessante e original.”
É bem sofrido isso, né? Eu sei, também tenho minhas
inseguranças. Parece que tudo isso tira nosso poder, faz com que a gente fique
sempre tentando atender às expectativas que imaginamos que o mundo tem (e nem
temos muitas certezas delas), tentando não desagradar ninguém (afinal, a
opinião deles importa muito, é quase uma verdade!). É como aquela amiga que no
início do relacionamento fica desesperadamente tentando fazer e ser tudo que
ela imagina ser a vontade do novo namorado. No fim das contas ela pode até
agradar por um tempo, mas seu comportamento torna-se algo insustentável ou
artificial. Tentamos ser tudo, menos nós mesmos! Afinal, ser quem somos de
verdade envolve um tanto razoável de coragem!
Não é difícil imaginar que as suas relações são mais
restritas, acertei?
Conhecer pessoas é uma missão, fazer amizades é um dilema e
mantê-las então… um baita desafio! Criar intimidade é difícil quando a gente
sempre espera o pior dos outros.
Meu amigo, preciso te falar que todo mundo tem suas
inseguranças ao longo de sua jornada, maiores ou menores elas sempre vão
existir. Estamos todos no mesmo barco! Não vivemos em um mundo que contribui
para sentirmos segurança. As coisas são meio caóticas, não dá pra prever muito
da vida. Mas diante disso tudo, quero te fazer uma pergunta: Qual a pontinha de
segurança você tem aí dentro pra lidar com os empecilhos da vida? Acho que deve
existir um fiozinho de força por aí.
E ainda, mais importante: Qual seu maior ponto de
insegurança?
Corpo, profissão, relacionamentos, falar em público…? O que
isso faz com você? Pode ser parecido com tudo que falamos aqui, talvez menos
intenso, talvez mais.
Questione-se sobre isso, investigue as sensações, encontre alguém
pra conversar. Não perca a esperança! Além das inseguranças todos temos também
nossos superpoderes e reconhecê-los é uma missão pra vida toda!
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