Hoje a matéria é muito pessoal,
mas não deixa de falar das dores do corpo e da alma. Hoje sendo dia das mães é
um dia muito estanho para mim, pois uma parte de mim é muito feliz por ter
minha filha ao meu lado, porém outra sangra sem exageros, sinto uma dor no
peito tão física. O tempo é um fator muito relativo nesses casos para as
pessoas de fora os quase três anos e oito meses do falecimento da minha mãe
possa parecer tempo de mais, porém para mim que convivi com ela uma vida toda é
uma dor quase insuportável. E esses fatos para nós com problemas emocionais,
psicológicos tomam uma proporção imensa a vontade de ficar só, de não fazer nada,
de comemorar então me falta. Choro vai saindo aos poucos durante o dia, porém
fica engasgando quase a sufocar. Tudo para alguns parece vitimíssimo, bobagem
talvez, mas a minha mãe era minha amiga, minha companhia, minha cumplice e não
consigo imaginar quando essa dor vai se tornar apenas saudade, e lembranças.
Para quem tem suas mães, por mais que tenham relacionamentos conflituosos,
cuide, respeite, de valor, pois quando ela se vai a dor e vazio são
insuportáveis. Ainda arrisco em dizer se forem relacionamentos conflituosos
tentem regatar a paz e união dessa relação. Pois chorar sem ter tentado não a
trará de volta, pensar no que poderia ser dito, teriam feito não vai ter mais
como. Eu tenho boas lembranças de uma mãe que pode contar comigo, que confiava
em mim, que se apoiava em mim e para mim hoje isso é muito gratificante, pois
minha dor é puramente da perda e não de arrependimentos. E assim vou aguardando
essa dor horrível que me paralisa me deixar, e que eu possa ter as melhores
lembranças da mãe forte, guerreira que hoje não estou conseguindo ser. Mas amo
a minha filha e sei de como ela é madura e compreensiva para entender a minha
dor e um pedaço de mim que falta não só hoje mais todos os dias. E a minha mãe
deixo todo meu amor que será sempre seu onde estiveres, sempre a levarei no meu
coração e pensamento, Te amo demais mãe!

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