Alguns dias atrás
estive conversando com minha psicóloga e levo muito a ela coisas recentes como
problemas familiares, problemas emocionais recentes e referente a várias
pessoas da família. Faço psicanálise (Psicanálise é um ramo clínico teórico que
se ocupa em explicar o funcionamento da mente humana, ajudando a tratar
distúrbios mentais e neuroses. O objeto de estudo da psicanálise concentra-se
na relação entre os desejos inconscientes e os comportamentos e sentimentos
vividos pelas pessoas) e esse círculo vicioso que se tornou os problemas familiares
recentes não me deixam avançar e de algumas vezes que consegui falar do meu
passado dificilmente consigo me alongar e costurar os retalhos de várias decepções,
neuroses, traumas, dificuldades como individuo, pois, a minha realidade atual, principalmente
familiar não me deixa avançar. É complicado você ter um leque de problemas a
serem resolvidos e ficar se prendendo a, digamos, “problemas domésticos”. Problemas
que muitas vezes seus familiares poderiam te aliviar ou levar de uma forma mais
leve de modo que não lhe tira do eixo e você consiga de fato se concentrar no
que realmente te causam seus problemas como depressão, ansiedade e até pânico.
A nossa mente é algo tão surpreendente tanto para bem como para o mal. Pode te
dar capacidades inimagináveis de inteligência, raciocínio, criatividade para
estudos, trabalhos, etc., como pode te enredar em um mundo bem particular que
te causa sensações que nem você mesmo sabe por que chegaram ali, como lhe
deixaram desse jeito e quando você menos imagina está com sintomas, problemas
que nem sabe quando vieram, se vão embora ou quando vão. Uma certeza se sabe
que se não for devidamente tratada, nos deixa marcas para a vida toda e se não
estamos dispostos a aceitar o problema, lutar contra ele e vencer, podemos
parar em um poço...esse sem fundo! E a escolha é exclusivamente nossa se
queremos nos tratar, melhorar, ninguém fará isso por nós e nem nos dará a
receita de cura, pois, cada um tem seu problema com suas particularidades. É aquela
máxima: “matar um leão por dia”!
Essa briga é
só nossa, dói, derruba, mas só nós somos os nossos próprios salvadores e a ignorância,
o preconceito não cabem aqui, pois, só atrasa o tratamento e dificulta o
sucesso do mesmo. Temos que ter a consciência, a família, os amigos e nós mesmos,
que é uma doença e que com o apoio de todos o seu sucesso é muito provável, e
que, por falta desse apoio, muitos já chegaram a cometer suicídio. Agora o
apoio é importante, mas a melhora mesmo está em nossas mãos e nas dos
profissionais que nos acompanham.
Por: Nina Leiah
Por: Nina Leiah

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