sexta-feira, 22 de janeiro de 2021

O medo da segunda onda

Quando pensamos que está tudo começando a melhorar, quando nós como uma pessoa ansiosa começa aos poucos sentir coragem de sair, mesmo que apenas em situações necessárias. Aí vem aqueles pensamentos de um ansioso de imaginar o futuro. Tipo assim… poxa só no final do primeiro trimestre ou só no segundo semestre terá vacina. E pensar que estar dez meses em quase completo isolamento social, tendo saído pouquíssimas vezes de casa e ter tido contato com outras pessoas que não eram da minha família.

Claro que tem o agravante de fazer parte do grupo de risco, mas também eu não me permito nem pela minha saúde mental sair para me divertir enquanto as pessoas morrem. Penso que esse vírus não nos dá a tranquilidade de achar que todo cuidado é o suficiente, de que eu não seria uma provável disseminadora. Enfim, são mais motivos para pirar do que para relaxar. Pensar ficar mais alguns meses assim não é legal, não é saudável, por que, na verdade, precisamos estabelecer relações interpessoais, precisamos sair para espairecer um pouco. É preciso. Mas eu estaria indo contra tudo que prego e acredito sobre empatia e solidariedade. E toda essa situação faz com que a ansiedade chegue a níveis estratosféricos e os problemas normais da vida que já fazem com que fiquemos um pouco mais ansiosos, e passar todos os problemas da vida com um vírus mortal, praticamente sem sair de casa. A pessoa fica com medo, angustiada, com um misto de sensações, algo assim inexplicável. E pelo andar da carruagem de vacinas no brasil a previsão de até o final do ano é uma estimativa otimista diante dos atrasos, inoperância e falta de planejamento para aquisição das vacinas. Enquanto vidas estão sendo perdidas a gente não consegue ficar tranquila para agir de forma irresponsável, sem se importar com o outro. Todos com o mínimo de bom senso e de empatia se importam com o próximo e se cobra responsabilidade por nossas atitudes diante dessa pandemia. E torcendo para que tudo passe o mais rápido possível e que possamos sair ilesos de tudo isso. São tempos tão difíceis que nunca imaginei passar. Claro que estou orgulhosa do meu desempenho até aqui, por que com meus problemas e chegar até aqui e ainda com uma responsabilidade coletiva que talvez tenha me custado caro, mas, ao mesmo tempo, me deixa feliz em saber que eu me importo com as pessoas ao meu redor, e que de alguma forma estou fazendo a minha parte, e isso já é um motivo de me sentir feliz, pois, algumas pessoas que podem até usar como desculpa o fato de ser ansiosa, de sair para cuidar da saúde mental para sair. Não que algumas pessoas realmente precisem, eu realmente acredito nisso. Porém, estamos em um momento tão delicado com nova variante do vírus e um aumento de casos não dá para ser egoísta e só pensar no nosso bel-prazer. É um momento que temos que abdicar de algumas coisas para tentar fazer com que esse vírus diminua a quantidade de contágios e possamos ter um pouco mais de tranquilidade e que não se perca mais tantas vidas, o ideal seria nenhuma né? Mas enquanto isso não é possível pela atual circunstância e isso requer sacrifícios em deixar um pouco as coisas que gostamos de lado e torcer para tudo passar logo.
 

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