Eu sou
relativamente nova para sofrer com essas doenças que sempre conhecíamos como “doença
da terceira idade” e não sei exatamente o que tem mudado na nossa geração para
estarmos sendo acometidos por essas doenças cada vez mais cedo. Talvez seja má
alimentação, já que antigamente tínhamos uma alimentação mais natural, sem
tantos conservantes, comidas processadas de forma duvidosa, hormônios,
agrotóxicos. Também existe a possibilidade de a causa se tratar de fatores
psicossomáticos (dependendo, é claro, da pessoa e do seu estado emocional).
Todas essas hipóteses são apenas possibilidades incertas de causas, já que não
sou médica para afirmar exatamente o que fez passarmos a ter certos problemas
de saúde cada vez mais cedo.
Ter como
doença uma artrose na coluna acompanhada de duas hérnias de disco que comprimem
a medula óssea e algo extremamente difícil de lidar. O fato é que a gente vai
cada vez menos podendo fazer certos movimentos como por exemplo: dançar,
correr, carregar peso, se abaixar de qualquer jeito, passar muito tempo
sentada, passar muito tempo em pé, passar muito tempo deitada, calçar sapatos
de salto alto. Estes são alguns exemplos do que passa mudar na vida tem que
sofre desse mal e assim algumas coisas simples da vida passam a ser impossíveis
de fazer ou limitadas. Aí então vem aquela história da doença do corpo que
adoecem a alma: a gente acaba ficando meio revoltado, achando tudo muito
injusto, começa a se deprimir por passar a ter algumas limitações. As dores são
um caso à parte, pois são extremante incômodas, muitas vezes chegando a ser
quase que insuportáveis. Os momentos de crise então, ah! Como se diz no popular,
você vai ao céu e só falta não voltar pois as crises podem durar dias às vezes,
mesmo fazendo medicação e repouso podendos ser bem prolongadas. A emergência
passa a ser uma prática constante em nossa vida. Claro que cada caso é um caso,
cada um pode sentir de um jeito, pior ou menos pior, pois melhor é difícil. A
doença por ser degenerativa e não se conhecer a cura ainda faz você se perguntar
como vai ser o futuro, “Vou estar de pé?” “Serei dependente de outras pessoas?”
“Conseguirei levar uma vida o mais próximo possível da normalidade?”. São nesses
momentos que já começa a bater uma depressão, uma falta de esperança,
insegurança e a incerteza que dói muito. Ainda tem o agravante de você já
precisar de ajuda pois não pode fazer alguns afazeres domésticos, atividades
normais para qualquer pessoa saudável e as pessoas não nos entenderem, não
verem a urgência de algumas coisas que necessitamos, o que faz tudo ficar mais
difícil, pois a doença é complicada de se conviver com ela, a tristeza e o desânimo
já são algo bem pesado para que precisemos lidar com coisas pequenas do dia a
dia doméstico. Claro que existem as doenças terminais que não se comparam, como
a ELA (Esclerose lateral amiotrófica) que já citei em outro texto que vem a ser
degenerativa e terminal pois a perspectiva de vida reduz drasticamente e o
óbito é uma certeza. Acredito que essas doenças degenerativas já passam uma falta
de esperança só pelo fato de estarem lá.
O meu objetivo
ao escrever um pouco sobre essas doenças do corpo e da alma é que que eu
espero, além de expurgar minhas dores falando sobre alguns casos que me
atingiram diretamente, que eu possa ajudar algumas pessoas, possa esclarecer
alguma dúvida, não como um médico ou algum profissional que estudou essas
doenças, mas como alguém que tem a experiência de viver ou ter vivido na pele
esses problemas. Se eu conseguir ajudar com a minha história já terá valido a
pena!
Por: Nina
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