sábado, 9 de junho de 2018

As relações humanas


Se existe algo complicado na face da terra, essa coisa são as relações humanas. Eu sempre me considerei uma pessoa extremamente sensível apesar esconder por trás de uma carapaça dura e forte. Isso explica um pouco aquela questão de quando adoecemos das ditas doenças da “alma”, como ansiedade, síndrome do pânico, depressão, TOC etc.
Estou falando isso pois sou uma pessoa que crio muitas expectativas sobre tudo em relação as pessoas da família, aquelas pessoas que você cresce com sua mãe dizendo que irmãos tem que ser unidos, se ajudarem, que o meu marido especificamente é um santo. Porém, quebramos muito a cara. Não que nossa felicidade esteja nas mãos de ninguém, mas eu acredito muito em reciprocidade e frustra muito quando você já é uma pessoa com problemas emocionais e tenta dar o seu melhor todos os dias, enfrentando aquele velho leão que nos acompanha todos os dias, e recebe em troca ingratidão, pessoas que não se importam como vão lhe ferir, que como certas atitudes delas podem ser um gatilho para uma nova crise, pois você está em um momento sensibilizado. Isso não significa que você nunca mais vai se fortalecer, apenas são aqueles momentos que você ainda se sente frágil e precisa de apoio, amor. Cabe bem aquela frase: “se não pode ajudar não atrapalha”.
Só quem passa por esses mesmos problemas é que sabe o quão dolorido é uma crise de ansiedade e depressão. Você perde o chão, te falta o ar, sua autoestima fica abalada e fora quando todo o emocional psicossomatiza e então você sofre duas vezes com as doenças da alma e do corpo. É preciso ter consciência que se você não pode ajudar a pessoa adoecida como o saudável da história, não piore a situação dele, sua vida, suas pequenas conquistas diárias. Enquanto você fica se estressando com o “doente” da situação, essa pessoa pode nunca mais ter uma vida normal, justamente por falta de apoio da família, de amor, de compreessão e paciência. O amor salva!

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